Festa da Juventude em Estremoz

Durante o mês de julho e agosto, na maioria das localidades do distrito de Évora e não só, realizam-se as chamadas festas/semana da juventude, à exceção de Estremoz. Estas festas têm como objetivo promover o convívio entre os jovens da região. Nestas são realizadas várias atividades entre as quais são trazidos às localidades vários artistas da atualidade. Porque é que esta festa não acontece em Estremoz?

Esta é uma das muitas perguntas relacionadas com este tema que todos temos. Mas comecemos pelo inicio. Como é possível os adolescentes darem a sua opinião sobre este e outros temas se não têm o direito de a dar a nível local? Isto é, na maioria dos concelhos e localidades os jovens têm uma participação ativa nas decisões e atividades levadas a cabo, até existindo a «Carta Europeia Revista da participação dos jovens na vida local e regional» onde são referidos os direitos da participação dos jovens numa sociedade. Os jovens têm algo a dizer e ideias para dar, que podem por vezes ser aproveitadas e trazerem bastantes benefícios para a localidade.

Agora sim falemos sobre a semana da juventude que em tempos existiu em Estremoz, denominada de Juvemoz, sendo que a última foi em 2011, quando o atual Presidente da Camara tomou posse e a decidiu abolir. Na minha opinião temos todas as condições necessárias para a podermos voltar a ter de modo a trazermos jovens para a cidade e a dinamizarmos mais atividades nesta localidade. A JS já discutiu esta ideia na Assembleia Municipal não tendo, também, levado a nada. Segundo o Presidente da Camara esta festa encontra-se junto com a FIAPE pois é nessa altura que as pessoas de fora vêm para a cidade. O que pessoalmente discordo, no verão é quando as pessoas vêm e têm disponibilidade de vir de fora para visitar a família e os seus amigos e esta seria mais uma maneira de os fazer vir e de fazer com que as pessoas de localidades vizinhas visitassem a cidade.
Os jovens são o futuro! Temos que os ouvir!

Sofia Rôlo

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FIAPE- O certame enaltecedor do concelho de Estremoz

Decorreu de 27 de abril a 2 de maio mais uma edição da Feira Internacional de Agropecuária e Artesanato de Estremoz (FIAPE), sendo que já é a 32ª edição.

O certame com mais popularidade de Estremoz, que enaltece o nosso concelho pela sua fama, conseguida através da demonstração de tudo o que a cidade tem para mostrar entre vinhos, gastronomia, artesanato, agricultura, turismo entre outras valências que o concelho reúne.

O seu cartaz traz-nos artistas com elevada popularidade, os quais são distribuídos pelos primeiros quatro dias e, no último, a tradicional Tarde Alentejana que junta grupos de cantares e ranchos folclóricos oriundos de aldeias e vilas circundantes.

Em geral, avaliada de forma positiva, mas transpondo agora uma opinião mais pessoal, existe falhas na organização da feira e dos seus espaços. Durante a noite, é claro que os pavilhões têm de ser fechados para descanso de quem está nas exposições, mas, como na maior parte dos casos é afirmado, podia ser um pouco mais tarde. Identicamente, seria possível com o número de funcionários existentes na feira, os pavilhões ficarem parcialmente abertos, só mesmo para o acesso às casas de banho visto que também é restrito aquando o fecho dos pavilhões. Do mesmo modo, é limitado o espaço para entrada e saída só para um portão, o que provoca a confusão.

 

Por último ponto, dado que é uma feira de agropecuária e artesanato, o espaço demonstrativo do comércio de automóveis estremocenses é de uma dimensão um pouco exagerada por o evento em questão.

Em suma, o presidente do município afirma que, “o certame tem um balanço positivo” não sabendo ainda o número de visitas estimado e a receita adquirida. O município pretende melhorar o pavilhão de gastronomia, junto ao palco principal, que é uma tenda, com a construção de um equipamento definitivo aplicando-se já no próximo ano, da mesma forma, adquirir alguns espaços para criar mais estacionamento perto do evento e melhorar as cozinhas do Pavilhão Multifunções, nomeadamente a sua ampliação e a extração de fumos. Esperemos então que, na FIAPE 2019 sejam melhorados os aspetos anteriormente referidos bem como os prometidos pelo município.    

Tiago Grilo

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Descentralização Territorial, Política e Administrativa – O Futuro Para Portugal e para o Concelho de Estremoz

A recente crise financeira que abalou o mundo há cerca de uma década revelou-se uma intempérie que causou diversas alterações socioeconómicas que consciencializou os governantes para as reais necessidades da administração pública. Hoje em dia, Portugal caracteriza-se por um modelo burocrático de atuação e uma excessiva centralização do poder e da tomada de decisão, no entanto, têm surgido algumas tentativas fogazes de mitigar este problema, o referendo para a regionalização de 1998 foi um passo importante, no entanto, a sua reprovação adiou ainda mais o reforço do poder local.

O primeiro-ministro António Costa tem sido uma das vozes mais importantes na defesa da descentralização, já deixou obra feita com a Reforma Administrativa de Lisboa nos anos da sua governação na Câmara de Lisboa que não deixou de ser um processo inovador na nossa realidade nacional e que veio a quebrar diversos paradigmas que existiam anteriormente, e o que é certo é eu dotou as freguesias lisboetas de um maior número de competências e de recursos que as outras em Portugal não têm.

O futuro aponta para o fortalecimento da autonomia local, é um tema que está na ordem do dia, e que está a causar cada vez mais “burburinho” na esfera pública, anteveem-se tempos de discussão acesa, no entanto, a sua inevitabilidade pressupõe que o debate incida sobre a distribuição territorial e nos recursos que serão necessários para desenvolver políticas locais competentes e assinaláveis.

Pode olhar-se para este processo como uma oportunidade para desenvolver o interior, um dos maiores problemas da política nacional é o distanciamento dos políticos da tomada de decisão, (sendo muito mais que um afastamento geográfico), e cabe aos governos locais conceber resoluções importantes sobre os seus territórios, visto que são estes que conhecem as reais necessidades e a sua proximidade garante uma resolução mais eficaz dos problemas.

O caso de Estremoz vem de encontro a tantos outros que se verificam em todo o país, uma cultura de planeamento fraca, baseada em processos de tomada de decisão que são carentes de horizontalidade e que se apoiam num “hard power” incisivo, e numa prospeção a curto/médio prazo, é cada vez mais importante criar redes colaborativas e conexões intermunicipais que permitam o desenvolvimento e que incluam os diversos atores locais, no entanto, para se concretizarem estas premissas é necessário que exista vontade política para tal e a descentralização política e administrativa advém-se como importante para mudar mentalidades e fazer com que os governantes locais não se encostem “à sombra da bananeira” e contribuam de facto para um desenvolvimento local favorável.

Mauro Carrapiço

 

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